2.01.2009

O burro na Antropologia



Diz a Enciclopédia, que Antropologia estuda o homem como ser social, moral e, também, animal. Desta triologia, aos BurrosCumuasCasas, só interessa a parte animal porque achamos que para entender o social e perceber a moral há que analisar o burro primeiro.

O burro pertence ao mito. Foi nele que fugiu a Senhora com o Menino e, também, foi ele que O aqueceu. Burros há que, no inventar da história, se julgam percursores das energias alternativas e do recuperador de calor.

No tempo, seja qual for a direcção do olhar, só vemos burros, para trás fica o do mito antigo e, para a frente, o modernismo do híbrido multicultural, ou não fosse o burro fruto da união de uma égua com um jumento.

No espaço, se olharem bem à vossa volta, só vemos burros por todo lado, até no jogo das cartas!

À escola o burro só manda as orelhas. Em casa, o burrito dos contos de fadas transforma-se, face à tecnologia da imagem, no burro sedutor que sofre de acrofobia, daltonia, hipocondria, cobardia e, sempre, servil ao ídolo.

Com a vitória do lazer o burro torna-se fino representado pela Associação do Gado Asínio e, o antes burro alienado, é agora o burro protegido. A mudança não tem fim e, para os que o pensavam em vias de extinção, é vê-los como burros de passeio por todo o sítio e também na internet!