10.18.2009

Os burros, os ladrões e os votos neles


Oeiras é o concelho com maior número de licenciados. É um dado estatístico que não se confunde com o ditado popular que diz que "um burro carregado de livros é doutor". Burroscumuascasas conhece os da estatística, licenciados que votaram em Isaltino, e descobriu o aparente paradoxo: votar num condenado para ficar à frente da sua edilidade a gerir os seus impostos.
1ª razão - "O tipo é ladrão mas são todos e este até faz coisas" (sic), i.e., jardins e palmeiras nas traseiras dos prédios. Burroscumuascasas gostam disto porque com tanta relvinha fogosa não faltará alimento a burro nenhum e muito menos a todos os que votaram nele.
2ª razão - "Este tipo é ladrão mas está condenado, ou seja, a justiça está de olho nele e, por isso, roubará menos que os outros". Este argumento é deveras um raciocínio de licenciado porque vê mais além... vê nas próximas eleições todos os condenados, que na cadeia só estorvam, a presidir todas as Câmaras, Juntas de Freguesia e Assembleias com pulseira electrónica em punho. Burroscumuascas gostam desta elevação e julgam essencial erguer uma estátua a todos os que assim pensaram.

10.16.2009

Ditados populares criados antes da invenção da escrita

"A falar é que a gente se entende"
Sinceramente, nem os burros conseguem tal coisa.
É ditado inventado por tipos que em cada quatro palavras dão cinco erros.
Se numa conversa há um desacordo então a falar é que nunca ninguém se entende.
Até burroscumuascasas sabem perfeitamente que numa discussão não há burro que baixe as orelhas e, mais, que a verboreia depressa se transforma em diarreia e sai tudo boca fora como fezes depois de se tomar um clister.

10.11.2009

BURROS A VOTAR


Nas eleições autárquicas contraria-se o ditado que diz: “às vezes não se respeita o burro, mas a argola a que ele está amarrado”. Hoje, 11 de Outubro, vão a votos todos os BurroxiCuspertos da política nacional.
BurroxiCuspertos, que duram à frente do poder autárquico, amarram-se a qualquer argola porque são tão jeitosos que qualquer albarda lhes fica bem. São burros velhos que não tomam andadura pois sabem que só assim duram, são do tipo que mais vale matá-los que ensiná-los e enfeitam qualquer Carnaval.
BurroxiCuspertos trocam batedeiras e chocolateiras por votos, fogem com o rabo à justiça e entregam-se à cirurgia plástica brasileira que tem o poder de tornar ladrão em presidente de edilidade. São burros que acreditam que há burros para tudo e até capazes de votar neles!

10.07.2009

Neuroses burras: ter raízes

Burros com raízes são burros que têm um problema de identidade, julgam-se árvores. Estes burros geralmente teimam em não sair do lugar e, se admoestados, andam para trás. Este tipo de burro é um asno que não suporta ver burrice diferente da sua, encara-se como modelo da bestialidade, o tipo que melhor sabe zurrar. São burros que se alimentam da palha de tudo quanto é território vizinho mas não suportam que belisquem o seu pequeno terreno de cultivo, em geral vedado por arame farpado e no qual esfarrapam muitas vezes o focinho (quando tentam comer a erva do vizinho).
Burros com raízes são uma essência de autenticidade, uma raça estanque que não muda nem evoluiu, são BurrosCuneimPortas.

10.05.2009

Nutrição: os burros, o pão-de-ló e a diabetes

Grandes questões da nutrição: a que burros se deve dar pão-de-ló? Qual a quantidade de pão-de-ló que deve ser dada a cada tipo de burro? Como entendem os burros o problema da diabetes? Para responder a estas questões devem ser observados três princípios.
Princípio nº1: Alimentar um burro só a pão-de-ló é uma burrice do pior porque além de ficar caro causa diabetes e aumenta o colesterol.
Princípio nº2: não dê pão-de-ló nem a burros que se contentam apenas com palha e nem àqueles para quem até a palha é um desperdício.
Princípio nº3: Para avaliar a quantidade de pão-de-ló a dar a cada burro é necessário saber como cada tipo de burro faz a ingestão, a digestão e a absorção da respectiva palha.:

Para BurrosCumuasCasas escolham a palha sequinha porque estes facilmente a digerem já que assimilam apenas a parte útil e, desse modo, expelem sem dificuldades todos os resíduos. Estes sabem apreciar uma boa fatia de pão-de-ló e, talvez por isso, são saudáveis e controlam os seus níveis de glicemia.

Obviamente com seus parentes, BurrosCuneimPortas, há que ter tacto porque engolem tudo quanto é palha, em grandes quantidades, mandando-a directo para canal digestivo o que lhes dá digestões difíceis. Estes burros gastam toda a sua energia a tentar distinguir os nutrientes naquilo tudo que digerem. Comem com tanta sofreguidão que dar-lhes pão de ló é como manteiga em focinho de cão: um desperdício. Sabem lá eles o significado da diabetes, são bestas em estado puro!

Para Outros tantos que nem tal e Outros pior que tal atenção à qualidade da palha a dar porque deglutem tudo sem sequer provar ou cheirar, digerem tudo, até os seus próprios excrementos e absorvem-se porque não distinguem nada daquilo que comem. A questão de dar ou não pão-de-ló nem se coloca.

Nota: ver classificação dos burros no post de Fevereiro sobre Psicologia e motivação.

2.19.2009

Asno pós-moderno



Na pós-modernidade, o burro desfaz-se, transforma-se e, nos casos mais dramáticos, a alteração conduz ao apodrecimento. Burro que é burro mantém a sua essência, a sua teimosia, apesar das alterações à aparência. A pós-modernidade muda tudo, muda muito e, pior, até os burros mudam de aparência. Neste caso ficamos confundidos: perdemos a ligação ao passado e, logo, deixamos de entender o presente e, por isso, não conseguimos planear o futuro... Raios partam a pós-modernidade, nós BurrosCumuasCasas necessitamos da segurança ontológica dada pela figuração da arte sacra.

O burro na Arte



Até mesmo a arte sacra não deixa escapar do seu espólio o burro. Do presépio para o vitral o burro não pára nos tempos que correm...

2.08.2009

Os PoucosburrosCumuasCasas da Banca

A Banca gerou um tipo singular de burro que é o PoucosburrosCumuasCasas.
Este burro é um animal pacífico que evita o conflito e, logo, PoucoburroCumuasCasas nunca luta pela palha.
Na Banca, o seu habitat, os PoucosburrosCumuasCasas comem sempre a palha uns dos outros!
São o paradigma actual do "unidos venceremos" no enfardar da palha toda!
Se estão lembrados era a palha o elemento de distinção entre as várias categorias da classificação dos burros (ver post da Psicologia e motivação).
Ora então surge a questão: se os PoucosburrosCumuasCasas comem a palha toda então, sem palha, como se hão-de distinguir os outros burros?
Resposta: Se deixámos os PoucoburroCumuasCasas da Banca comer a palha por inteiro então é porque somos todos burros sem distinção de permeio!

2.05.2009

Pedagogia às cegas é procurar o burro

Ora, não procures o burro quando montado nele!
A cegueira está para a Pedagogia
como a venda está para o bêbado no "vinho, doutor? Nem vê-lo".
Ora aí estão outros que nem tanto e outros pior que tal em busca da solução:



Será que estes outros que nem tanto e outros pior que tal não percebem que a tanta alfinetada nem BurroCumuasCasas resiste?

Ciências da Educação é para quem tem unhas

Será preciso explicar porque ficam BurrosCumuasCasas à nora com a pedagogia do

QUEM TEM UNHAS É QUE TOCA VIOLA

Nota: Para os BurrosQueneimPorta, que não percebem as piadas secas, isto é sobre a tal pedagogia da treta que só serve para excluir quem tem cascos. Pronto, já entenderam! Não fiquem irritados. Vamos lá a sentar sossegados!

2.03.2009

História da burrice

A História da burrice já vem dos primórdios.
Questão de partida: Será que a História explica o andar de cavalo para burro?
Vamos então, com algum método olhar o antigamente para explicar o hoje em dia, e sempre com pouco texto para que todo o burro entenda. Eu acho que não há burro que resista ao discurso das origens, todo o burro gosta de saber como apareceu. Na memória da burrice fica tudo aquilo que a História de outros esqueceu.

Para BurrosCumuasCasas os tempos não correm em especial quando o caminho é de pouca terra e muita lama. São os tempos da engenharia em que BurrosCumuasCasas andavam em círculo, sempre a voltar ao mesmo e sempre os mesmos levando a água ao moínho de uns poucos.
São os tempos de dificuldade marcados pelos burros de carga, por alguns burros de mato e por muitos cabeça de burro.

Nos tempos que não andam e, muitas vezes, rastejam, são poucos os burros que querem mudar algo e, mesmo esses, dão muitas vezes com os burros na água!

Nos tempos que pulam, e já na era das novas tecnologias, os burros descobrem outros espaços intervenção. Agora, por trás do ecran: "ora deixa cá resumir... deixa ver onde há um bloguezinho onde poço meter boca ao serviço do intestino... ora aí está um pessoal que parece baril... ena que giro... espera aí que já te animo !" [e vai de largar bosta sob a forma de comentário].
Este é, de novo, o cabeça de burro que, mesmo quando tem dinheiro para burro, até a pensar dá erros! Em geral baralha concelho com conselho e, também, tem dificuldade em discorrer que a "c" antes de "e " e de "i" não leva "ç").

Como em todas as histórias, é mais fácil ver voar um burro do que pôr todos os burros a concordar com os desígnios de uma mesma história. E, por este motivo, há então que haver burro que se deixe manipular. Quando BurrosCumuasCasas se deixam manipular por outros que nem tanto e por outros ainda pior naturalmente que a metamorfose acontece e, rapidamente, se transformam em BurrosCuneimPorta. Que indicadores permitem avaliar a mudança? É só ver quando começam a exigir mais palha, se irritam com o ir directo à questão e começam todas as frases com eu acho que!

A História começa já a mostrar como o burro não é uma identidade singular e, por isso mesmo, com o correr e o saltar dos tempos os burros transformam-se e mesmo aqueles que nascem BurrosCumuasCasas podem acabar em outros pior que tal.

O contrário é muito mais difícil de acontecer! Burro que nasce torto dificilmente se endireita - é o determinismo, faz parte de todas as Histórias e, claro, em especial da dos burros.

Psicologia e motivação: todo o burro come palha


Vamos então às novas da Psicologia sobre a motivação animal.
Todo o burro come palha, é preciso é saber dar-lha.
Vamos então a procedimentos, em primeiro lugar a classificação para dar a cada burro sua faixa:

1. BurrosCumuasCasas
Figuras com carisma com valores e crenças arreigadas.
São o só sei que nada sei da burrice.
Pouca palha, vão directos à questão!

Outros tantos que nem tal - híbrido (ver abaixo)

2. BurrosCuneimPortas
Vivem na sombra, do carisma dos de cima, invejosos, bajuladores e aduladores.
Quando o verniz do casco estala a boca assume a função de fim de intestino.
Para estes muita palha mas sequinha por causa da diarreia.

Outros pior que tal - híbrido (ver abaixo)

3. BurrosAvantlaLettre
Estes são os burros que antes de ser já o eram.
Estão na boa, a vida é uma passagem... e não tem de ser p'ra outra margem.
Palha sem preocupação.

Os híbridos, ou não fossem eles burros, dão sempre jeito porque, dada a sua ambiguidade e ubiquidade, podemos contar com eles para demonstrar quase tudo. É a categoria outros onde colocamos tudo o que não sabemos classificar. Estes em geral ora comem da palha de uns, ora comem da palha de outros, o que nem sempre é pacífico. Sempre que houver conflito não tenham dúvidas: não parecendo, são sempre, estes que o criam.
Fica para outro post a teoria do conflito.

Em segundo lugar, o método:
1. Primeira dificuldade de um estudo desta monta: definir os limites da animalidade. É sempre difícil saber até onde vai a burrice. Pior que isto, é definir o que é branco - que o digam os tipos da fotografia e os outros pior que tal da eugenia.
2. Surge a velha questão, que tanta chatice já deu, escolher a população que vai ser enfiada dentro do comboiozinho?
3. Pressuposto de partida: burros somos todos. Há que definir o tipo ideal (burro ideal), não confundir com ideal tipo, para depois os agrupar, categorizar, classificar e hierarquizar.
4. Se o estudo requer meios (financiamento, bem entendido) então há que definir o fim político primeiro: dar destaque à diferença para facilitar os mecanismos da desigualdade.
Chateados com o poder que BurrosCumuascasas tem em nomear e diferenciar burros?
Fiquem a saber que BurrosCumuascasas não é o único a classificar, e que vocês andam noutros comboizinhos (que eu bem os vejo) sem questionar nem refilar.
BurrosCumuasCasas não vai cá em democracias porque sabe que para a exigir também ele teria que a seguir!

2.02.2009

Sociologia da burrice: vozes de burro não chegam

Temos então uma Sociologia popular da burrice:

O problema da ordem social, na génese da Sociologia, começa no querer resolver como manter um olho no burro e outro no cigano.

Sem Deus para adorar nem Rei para temer albarda-se o burro à vontade do dono.

E, em tempos de sujeição, mais vale burro vivo do que sábio morto.

O imobilismo social, singular deste bafio, faz com que filho de burro não possa ser cavalo. Ser dócil é a virtude e com o castigo se conquista. Criado que não faz o seu dever orelhas de burro deve ter.

A industrialização impõe o ritmo, outros mercados e novos produtos, o consumo impera e queira ou não queira o burro tem de ir à feira.

À chegada da democracia há quem tema a rebaldaria mas, de novo é essencial a ordem, quando um burro zurra, os outros baixam as orelhas.

É criada a esperança da mobilidade social e, para isso, os livros são tão importantes que até os burros vêem neles serventia.
A melhoria de status é alcançada mas, apesar de um burro carregado de livros ser um doutor, vozes de burro não chegam ao céu. E é esta relação de conflito, entre o saber e o poder, que os burros revelam.

Globalizam-se os mercados, novas tecnologias de informação, é o lazer do sreen, qual livro qual carapuça, copy e paste é o que está a dar. A intolerância é visível e, a burro velho mais vale matá-lo que ensiná-lo, às vezes insuportável se, com a net em inglês, burro velho não aprende línguas.

2.01.2009

O burro na Antropologia



Diz a Enciclopédia, que Antropologia estuda o homem como ser social, moral e, também, animal. Desta triologia, aos BurrosCumuasCasas, só interessa a parte animal porque achamos que para entender o social e perceber a moral há que analisar o burro primeiro.

O burro pertence ao mito. Foi nele que fugiu a Senhora com o Menino e, também, foi ele que O aqueceu. Burros há que, no inventar da história, se julgam percursores das energias alternativas e do recuperador de calor.

No tempo, seja qual for a direcção do olhar, só vemos burros, para trás fica o do mito antigo e, para a frente, o modernismo do híbrido multicultural, ou não fosse o burro fruto da união de uma égua com um jumento.

No espaço, se olharem bem à vossa volta, só vemos burros por todo lado, até no jogo das cartas!

À escola o burro só manda as orelhas. Em casa, o burrito dos contos de fadas transforma-se, face à tecnologia da imagem, no burro sedutor que sofre de acrofobia, daltonia, hipocondria, cobardia e, sempre, servil ao ídolo.

Com a vitória do lazer o burro torna-se fino representado pela Associação do Gado Asínio e, o antes burro alienado, é agora o burro protegido. A mudança não tem fim e, para os que o pensavam em vias de extinção, é vê-los como burros de passeio por todo o sítio e também na internet!



1.31.2009

Piolhos mordem em dorso limpo e arejado


BurrosCumuasCasas nada temem na vida, a não ser a piolhada porque até os c. dos piolhos gostam de umas costas limpas e arejadas.

Uma piolheira, como calculam, são mais de mil que muito sexualizados, em menos de 24 horas, dão milhões deles!
E a coceira, que provocam, é tanta que apetece arrancar o couro e, de tanto com o couro esfregar, jorra sangue no sabugo e, vai daí, uma imundice.

Malditos piolhos, espertos como são, escapam da esfrega, da água e do sabão. Deixá-los então, todos juntos e cada vez muitos mais. Depressa o tempo urge e a miséria aumenta e, aí sim, não há couro nem piolho que aguente.

Ora até um burro, disto, sabe: piolho sem couro limpo e arejado morre!


Desculpem lá o lapso de apresentar post's sem erros ortográficos mas ser, sempre, BurroCumuasCasas também cansa!

BurrosCumuasCasas decide colocar imagens com o intuito de ser entendido por outros tais que nem tanto e outros pior que tal, ou seja, por aqueles que, dos livros, só gostam dos bonecos.